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A Unifap vai parar! Por quê?

19 ago
Professores e Técnicos Administrativos da UNIFAP, reunidos em Assembleia Geral, respectivamente dias 17 e 18 de agosto de 2011, deliberaram por paralisar no dia 24 de agosto como forma de demonstrar sua insatisfação frente ao descaso do governo federal com os trabalhadores das Universidades Federais.
As duas categorias têm tentado negociar desde o início do ano, mas o governo federal protela qualquer acordo ao não apresentar propostas concretas e que atendam os anseios dos trabalhadores. As reivindicações das duas categorias têm em comum a defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade e, por isso, defendem a reabertura de concursos públicos, além de salários e condições de trabalho dignas.
O REUNI, programa de expansão criado pelo governo e implantado pelas reitorias, aprofundou ainda mais as péssimas condições de trabalhos a que técnicos e professores estão submetidos. A expansão do número de técnicos e professores foi insuficiente para acompanhar a expansão de vagas de alunos. Na UNIFAP a carga horária dos professores tem triplicado, resultando na redução da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão. O mesmo ocorreu com o acúmulo de trabalho para os técnicos administrativos.
Na tentativa de cumprir as metas da expansão via REUNI a qualquer preço, as administrações das IFES estão criando novas categorias de professores. Na UNIFAP já tivemos a categoria dos “Professores voluntários”, que a partir de uma luta conjunta de professores, técnicos e alunos, conseguimos extinguir e agora foi criada a categoria do “Professor extensionista como Bolsista”. Ou seja, diante do caos que as IFES estão enfrentando por conta do REUNI e da falta de investimento na educação, os reitores querem resolver os problemas de qualquer forma sem se importar com a qualidade na educação. Além dessa forma de contratação ser ilegal, esses trabalhadores estão sendo explorados ao se submeterem a excessiva carga horária de trabalho por uma bolsa de 800 reais. Os alunos sofrem as consequências direta dessa política nefasta quando não têm, em alguns casos, sala de aula para estudar, ou quando vêem despencar a qualidade das aulas que lhes é ministrada.
Para completar o desmonte das Universidades Públicas, o governo federal anunciou a criação de mais 250 mil vagas de ingresso nas Universidades Federais e de 600 mil matrículas nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, a partir de 2012, mas os concursos públicos para professores e técnicos estão suspensos. Para executar o programa, o governo federal vai investir cerca de R$ 7 milhões por unidade de educação profissional e R$ 14 milhões no caso de campusuniversitário. Ou seja, o governo federal com o aval das reitorias está executando programa de expansão para os alunos à custa da triplicação do trabalho dos docentes e técnicos.
Na mesma linha de desmonte do serviço público, tramita no Congresso Nacional um Projeto de lei (PL 549/2009) que congela os reajustes salariais dos servidores públicos federais por dez anos e suspende o investimento no serviço público (concursos, reajustes salariais, obras, reformas, investimentos), gerando problemas não apenas para os servidores, mas para toda a sociedade, interferindo diretamente na qualidade do serviço oferecido. Enquanto diariamente é noticiado casos de corrupção em todo o país e nenhuma consequência para os envolvidos. A lógica do governo federal de desmonte do serviço público não é a mesma de desmonte da corrupção no país. Diante de tanta intransigência do governo federal e de várias tentativas de negociação sem sucesso, o caminho é a luta! Por isso os docentes deliberaram indicativo de greve a partir do dia 30 de agosto em Assembléia realizada no último dia 17. Os técnicos já estão em greve nacionalmente desde o dia 06 de junho e, na UNIFAP convocaram Assembleia para o dia 24, quando votarão a deflagração da greve. Convidamos toda a comunidade acadêmica para defender a Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade e contra o desmonte da educação pública que ainda é a melhor do país. Para isso precisamos reivindicar 10% do PIB já para a Educação.
 
SINDUFAP (filiado à CSP CONLUTAS); SINSTAUFAP;  DCE; CA de GEOGRAFIA; CA de LETRAS; ANEL; OPOSIÇÃO DE ESQUERDA DA UNE;
 

APOIO: CONTRAPONTO e VAMOS À LUTA

Ensino Público e Gratuito: Direito de Todos, Dever do Estado.
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Publicado por em 19/08/2011 em Uncategorized

 

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