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Moção de repúdio às ações do diretor do DRH

27 set

Durante o Encontro da Regional Norte 2 do ANDES-SN que ocorreu em Macapá nos dias 23 e 24 de setembro, os docentes das universidades e institutos federais do Pará e do Amapá deliberaram por apresentar uma moção de repúdio ao Diretor do DRH da UNIFAP, senhor Felipe Carvalho. Segue abaixo a

MOÇÃO DE REPÚDIO

Reunidos no Encontro da Regional Norte II do ANDES-SN, os docentes da Universidade Federal do Amapá, da Universidade Federal do Pará, da Universidade Federal do Oeste do Pará, da Universidade Federal Rural da Amazônia, do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá – Campus Laranjal do Jari, bem como os diretores da Regional Norte II do ANDES-SN, repudiam veemente os atos e declarações do Diretor do Departamento de Recursos Humanos da UNIFAP, Felipe Carvalho, proferidos contra a professora Marinalva Silva Oliveira com o claro intuito de calar sua voz e impedi-la de atuar solidariamente na defesa dos colegas docentes da instituição.

DOS FATOS:
A professora Marinalva Silva Oliveira tem atuado como diretora sindical ao longo da última década tanto na diretoria do ANDES-SN quanto na diretoria do SINDUFAP. Neste último, foi figura importante na construção e consolidação da força e representatividade da ação sindical dos docentes da UNIFAP. Por sua luta em prol do coletivo, o nome do SINDUFAP e da professora Marinalva Oliveira ganharam notoriedade dentro e fora da universidade.
Em junho a professora encerrou sua atuação como presidente do SINDUFAP durante o biênio 2009/2011 e passou a não mais responder por um mandato sindical. Entretanto, em razão do conhecimento, notoriedade, respeitabilidade e força com que defende o coletivo, a professora tem sido peça importante no apoio à atual gestão do SINDUFAP e chamada reiteradas vezes, por seus pares, para que auxiliem em suas demandas.
Casos recentes foram a atuação junto ao colegiado do curso de Enfermagem que enfrentava grande crise por carência de professores e o auxílio ao professor Yurgel Pantoja Caldas.
O colegiado de Enfermagem encontrava-se com sérios problemas para ofertar vagas aos alunos do curso. Os professores efetivos ou substitutos estavam com carga horária muito além da prevista pela legislação e as demandas junto à administração não eram atendidas. O colegiado solicitou e obteve ajuda do SINDUFAP. Membros da diretoria participaram de reuniões e sugeriram encaminhamento de ações. Entretanto, em uma das reuniões nenhum dos diretores pode se fazer presente. A partir daí, solicitaram que a professora Marinalva, experiente sindicalista, representasse o SINDUFAP. Marinalva passou a atuar junto ao colegiado que conseguiu sete professores substitutos para resolver a carência emergencial de docentes. Após esta conquista, o diretor do DRH da UNIFAP, senhor Felipe Carvalho, frente a dois alunos do movimento estudantil, desqualificou a docente, mesmo esta não estando presente.
O professor Yurgel Caldas, por sua vez, solicitou à professora Marinalva Oliveira que acompanhasse com o SINDUFAP a questão do desconto indevido em seus proventos. Estando em Portugal, realizando seu pós-doutorado, não era possível ao professor que acompanhasse os passos de sua solicitação. A professora Marinalva, então, cobrou do Diretor do DRH, por diversas vezes, informações quanto à origem do problema, passos rumo à solução e encerramento da questão. O diretor do DRH informou à presidente do SINDUFAP, Cássia Hack, que tudo estava encaminhado e resolvido e que não haveria mais problemas, mas o professor Yurgel Caldas continuou com o desconto indevido incidindo sobre o salário.
Sem solução para o problema, o professor Yurgel Caldas avalia atualmente a possibilidade de entrar com uma medida judicial, já que o problema, apesar da fala do diretor do DRH, persiste e as informações prestadas pelo diretor são insuficientes e insatisfatórias. Além disso, a professora Marinalva, na defesa do colega afastado para qualificação, continuou argüindo o diretor e informando o professor dos desdobramentos.
Em razão da pressão recebida, o diretor comunicou à presidente do SINDUFAP, Cássia Hack, que estaria entrando no Ministério Público Federal com uma denúncia crime por advocacia administrativa ilegal contra a professora Marinalva Oliveira, pois esta não teria uma procuração para atuar em defesa de Yurgel. Este, entretanto, é um fato que o diretor do DRH desconhece, pois nunca perguntou à Marinalva ou ao Yurgel sobre a existência de tal documento. Cássia relatou o fato da denúncia crime à Marinalva que, por sua vez, argüiu o Diretor do DRH. Este encaminhou mensagem de texto via celular à Marinalva confirmando a informação. Ou seja, o diretor, além de não resolver o problema do docente que estava afastado, o que é sua função e, portanto, sua obrigação, tenta intimidar os docentes que intervém em nome daqueles aos quais ele deveria estar atendendo. A ação possui, claramente, um viés intimidatório, contrário ao espírito de corpo e a noção de coletivo que deveria ser comum entre os docentes e que é abundante na professora.
Estes eventos se somam a outros embates entre a inoperância da administração e a atuação da professora Marinalva Oliveira. Situações em que a intervenção da professora trouxe resultados positivos para questões pertinentes a alguns docentes da UNIFAP, cuja ausência de resolução prolongava-se desnecessariamente.
A professora doutora Marinalva Oliveira, além de suas atividades de docência, extensão e pesquisa, tem atuado na defesa da universidade e dos interesses dos docentes. Defesa lastreada em um mandato sindical, no puro respeito à solidariedade de classe ou no interesse genuíno pelo ser humano. As ações da professora Marinalva merecem ser elogiadas, e o diretor que até agora não conseguiu cumprir seu papel, deveria ser o primeiro a fazê-lo. Entretanto, ao contrário, esconde-se atrás de uma postura pedante e burocrática e ameaça-a com uma denúncia crime no Ministério Público Federal para que ela não mais defenda seus colegas.
As práticas do diretor Felipe Carvalho caracterizam-se como acusações sem fundamento eivadas de coação e desrespeito ao coletivo. Além de tudo, tais práticas são inócuas, pois se o diretor possui conhecimento na área, e pelo cargo que ocupa deveria possuir, sabe que a professora Marinalva Oliveira não burlou a lei e não se intimida com coações.

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Publicado por em 27/09/2011 em Uncategorized

 

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