RSS

Colegas docentes: Apoio à Marinalva

13 out

Texto de Alexandre Pereira

(Diretor do ANDES-SN; ex-diretor do SINDUFAP)

Eu já tinha ouvido falar de criminalização dos movimentos sociais, sindicais e estudantil, sempre tentando impedir manifestações legítimas.

Agora, criminalização da solidariedade é novidade.

A professora Marinalva tem uma reputação profissional ilibada coerente com sua atuação sindical na defesa dos direitos dos trabalhadores (professores e outros profissionais).

Ela, enquanto presidente do SINDUFAP, atuou ativamente de forma solidária junto a direção do Dinter (na época representado pelo professor Oto) para cobrar esclarecimentos sobre o atraso das bolsas de pós-graduação de 5 docentes que estavam afastados para fazer o doutorado em Uberlandia (incluindo eu). Descoberto a ingerência que impedia o pagamento das bolsas a professora Marinalva  e outros colegas solidariamente atuaram para cobrar a solução e para efetivar o pagamento dos benefícios  até conseguir, por força e por pressão que as bolsas fossem pagas.

Portanto, venho manifestar meu apoio ao Sindufap e à Professora Marinalva, e por conseguinte manifestar meu repúdio contra a criminalização da solidariedade por parte da direção do DRH ou qualquer outra pessoa, órgão, entidade ou instituição.

Medidas intimidatórias sempre soam autoritárias e são características de quem se omite ao diálogo por força da burocracia, essa sim que merece ser denunciada como escandalosa!

Não está longe de começarem a criminalizar a liberdade também!

Alexandre Pereira

Texto de André Rodrigues Guimarães
(Ex-diretor do ANDES-SN; Ex-presidente do SINDUFAP)
Prezad@s,
Como vocês sabem estamos enfrentando um momento crítico para a organização sindical em todo o mundo. São inúmeras as formas de ataques para destruir o sindicalismo autônomo e combativo. Mudanças no âmbito legal (reformas sindicais e trabalhistas) e mecanismos de cooptação das entidades (acesso a fundos públicos, aparelhamento estatal e partidário) e de suas lideranças (que usufruem de privilégios nas administrações públicas ou privadas). Quando tais medidas não funcionam totalmente os patrões e seus representantes (públicos e privados) passam a perseguir as direções sindicais (em casos extremos sabemos o lamentável resultado).
Vejamos que hoje, a situação por que está passando a companheira Marinalva, é parte deste processo macro de ataque ao movimento sindical autônomo. Apesar de aparentemente ser uma questão pontual e individual é, em essência, parte de movimento maior e coletivo. Movimento esse orquestrado, planejado estruturalmente. Em suma, localmente, trata-se de um ataque, um “teste de fogo” ao SINDUFAP.
Obviamente sabemos, como os “superiores” querem que acreditemos, que o SINDUFAP se reduz à Marinalva. O Sindicato é muito mais que uma liderança, ainda que vigorosa lutadora. Entretanto, atacar “figuras” que simbólica e publicamente, representam (por sua trajetória de luta e firmeza política) a política da entidade sindical em questão, é um ataque ao conjunto da categoria (e classe que representa). Por isso, precisamos dar uma resposta enquanto sindicato/classe.
Penso que é fundamental que o SINDUFAP (ANDES-SN) enfrente este problema como um grande ataque ao sindicalismo que defendemos. Acredito que a Diretoria do SINDUFAP deva tomar ações que evidencie a sua história de luta e defesa da categoria/classe. É necessário que essa Direção deve: a) Dar ampla visibilidade (denunciar publicamente) ao processo que está ocorrendo na UNIFAP, caracterizando a perseguição ao movimento docente; b) reivindicar da Diretoria do ANDES-SN maior empenho na questão; c) reunir com a reitoria para tratar da questão e resolver o problema.
Saudações na luta,
André Rodrigues Guimarães
Texto de Carlos Rinaldo Nogueira Martins
(Membro do Conselho Federal de Enfermagem; Ex-diretor do ANDES-SN; Ex-diretor do SINDUFAP)

INEGÁVEL o compromisso da professora Marinalva com o coletivo dos trabalhadores dessa UNIFAP e por que não dizer do Brasil, pois sua atuação não é estadualizada, haja vista ter ocupado, em um passado bem recente, cargo de envergadura nacional no ANDES. Por conta disso não é de se estranhar que ela tenha saído em socorro de um professor em dificuldades no exterior, por conta de um desconto indevido em seu contracheque. Como profesosor da UNIFAP, ex diretor do SINDUFAP e do ANDES seção Norte, repudio qualquer tentativa de intimidar a professora Marinalva e a organização dos trabalhadores, nesse caso, no âmbito da UNIFAP. Não devemos ficar calados diante de tal atitude, pois imaginem-se no lugar de Yurgel, senão vejamos, voce fora do país com um desconto a mais em seu injusto salário e ainda por cima para tentar resolver o problema administrativo voce tem encontrar alguém fazer uma procuração, veja bem, de fora do país, quando isso poderia ser resolvido de boa vontade e compromisso com o trabalho. O problema é administrativo sim e tem que ser resolvido por quem tem a competência. Me parece que o diretor precisa repensar o seu ato e compreender que todos somos trabalhadores, inclusive ele e que problemas desse porte são inererentes ao cargo que ocupa hoje. O diretor deve demonstrar sabedoria para lidar com todos esses problemas, todos, sem distinção e sem diferenciação.

Meu apoio à companheira Marinalva.  Espero que isso não retarde a resolução do problema administrativo  criado para Yurgel.

Saudações democráticas.

Carlos Rinaldo Nogueira Martins

 

Texto de Antonia Costa Andrade

(Ex-diretora do SINDUFAP)

Parece que a partir de agora não podemos mais nos empenhar em tentar resolver os problemas de colegas e companheiros de luta, pois corremos o risco de processos judiciais e administrativos. Ressalte-se que o problema foi criado pela instituição. Defendo que o diretor deve repensar seus atos e passar a defender os interesses da UNIFAP, pois acredito que o objetivo da instituição não é complicar a vida do professor trabalhador. Se tem alguém reclamando de descontos indevidos em seu contracheque é porque isso o está prejudicando de forma injusta e o setor tem que no mínimo justificar e resolver. Lamento termos que nos preocupar com temas dessa natureza, mas não poderia deixar de manifestar meu apoio à professora Marinalva e ao professor Yurgel. E agora? A professora Marinalva vai ficar com um processo por tentar resolver um problema criado pela instituição, o professor Yurgel vai continuar com os descontos? Devemos recorrer a quem para resolver o problema? Ao diretor do DRH? Que dúvida heim? Isso é um absurdo.

Antonia Costa Andrade

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em 13/10/2011 em Uncategorized

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: