RSS

Servidores recebidos com música na UNIFAP

28 out

William Cardoso e Lidiane (Presidente do SINSTAUFAP)

William Cardoso e Lidiane (Presidente do SINSTAUFAP)

Servidores técnico-administratrivos e docentes da UNIFAP foram recebidos com música no portão da universidade durante a manhã de 28 de outubro, Dia do Servidor Público. SINSTAUFAP  e SINDUFAP organizaram uma recepção alusiva à data com panfletos e o som do excelente músico William Cardoso. Diversas pessoas pararam no portão da UNIFAP, se deliciaram com a música e confraternizaram com os servidores presentes e os dirigentes dos sindicatos de docentes e tecnicos-administrativos. Outros, mais apressados em razão dos seus afazeres, puderam ouvir trechos de belas músicas da MPB enquanto passavam pelo pórtico da instituição.

Além de ouvir boa música, os servidores públicos e estudantes da UNIFAP receberam material impresso tratando da comemoração do dia do servidor, dos problemas enfrentados, bem como da necessidade de organização e luta. Um tópico especial entre o material distribuído foi a defesa dos 10% do PIB para a educação, já! Essa bandeira foi levantada, uma vez que sem que haja aumento de recursos para a educação, o processo de desmonte da universidade, da condição de trabalho e dos salários dos servidores continuará em queda livre.

Técnicos e docentes na atividade do Dia do Servidor Público

Técnicos e docentes na atividade do Dia do Servidor Público

O serviço público está repleto de pessoas com qualidades como ética, eficiência, respeito e cordialidade, entre tantas outras. Na UNIFAP eles estão em sala de aula e nos mais diferentes departamentos e laboratórios, ajudando no processo de construção de conhecimento e obtenção do diploma de nível superior de diversos jovens e adultos, tanto do Amapá quanto de outras partes do Brasil. Por isso, apesar dos inúmeros problemas que não podem ser esquecidos, SINDUFAP e SINSTAUFAP vêm prestar sua homenagem e dar vivas aos servidores da UNIFAP que no labor e na luta cotidiana constroem uma universidade melhor para todos nós.

Preste você também sua homenagem em 28 de outubro a estes servidores que labutam diuturnamente por uma universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.

Abaixo o texto de um dos panfletos distribuídos.

Professores e Técnicos Administrativos da UNIFAP ao longo dos últimos anos vêm demonstrando sua insatisfação frente ao descaso do governo federal com os trabalhadores das Universidades Federais. As duas categorias têm tentado negociar, mas o governo federal não apresenta propostas concretas e que atendam os anseios dos trabalhadores. As reivindicações das duas categorias têm em comum a defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade e, por isso, defendem a reabertura de concursos públicos, além de salários e condições de trabalho dignas.

O REUNI, programa de expansão criado pelo governo e implantado pelas reitorias, aprofundou ainda mais as péssimas condições de trabalhos a que técnicos e professores estão submetidos. A expansão do número de técnicos e professores foi insuficiente para acompanhar a expansão de vagas de alunos. Na UNIFAP a carga horária dos professores tem triplicado, resultando na redução da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão. O mesmo ocorreu com o acúmulo de trabalho para os técnicos administrativos.

Servidor em condições precárias de trabalhoNa tentativa de cumprir as metas da expansão via REUNI a qualquer preço, as administrações das IFES estão criando novas categorias de professores. Na UNIFAP já tivemos a categoria dos “Professores voluntários”, que a partir de uma luta conjunta de professores, técnicos e alunos, conseguimos extinguir e agora foi criada a categoria do “Professor extensionista como Bolsista”. No caso dos técnicos, a carência tem sido “resolvida” por meio de contratação de alunos com bolsa trabalho. O governo deveria estar contratando técnicos em número adequado, e estes alunos deveriam estar recebendo bolsas como as de iniciação científica, para efetivamente estar aprendendo sobre o curso que escolheram.

Este quadro revela que, diante do caos que as IFES estão enfrentando por conta do REUNI e da falta de investimento na educação, os reitores tentam resolver os problemas de qualquer forma sem se importar com a qualidade na educação. Além dessa forma de contratação ser ilegal, os trabalhadores estão sendo explorados ao se submeterem a excessiva carga horária de trabalho por uma bolsa de 800 reais. Técnicos são substituídos por alunos que recebem bolsas de cerca de 300 reais.

Os alunos sofrem as consequências dessa política nefasta quando não têm, em alguns casos, sala de aula para estudar, técnicos suficientes para fazer a instituição funcionar adequadamente ou quando vêem despencar a qualidade das aulas que lhes é ministrada.

Para completar o desmonte das Universidades Públicas, o governo federal anunciou a criação de mais 250 mil vagas de ingresso nas Universidades Federais e de 600 mil matrículas nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, a partir de 2012, mas os concursos públicos para professores e técnicos estão suspensos. Para executar o programa, o governo federal vai investir cerca de R$ 7 milhões por unidade de educação profissional e R$ 14 milhões no caso de campus universitário. Ou seja, o governo federal com o aval das reitorias está executando programa de expansão para os alunos à custa da triplicação do trabalho dos docentes e técnicos.

Na mesma linha de desmonte do serviço público, tramita no Congresso Nacional um Projeto de lei (PL 549/2009) que congela os reajustes salariais dos servidores públicos federais por dez anos e suspende o investimento no serviço público (concursos, reajustes salariais, obras, reformas, investimentos), gerando problemas não apenas para os servidores, mas para toda a sociedade, interferindo diretamente na qualidade do serviço oferecido. Enquanto diariamente é noticiado casos de corrupção em todo o país e nenhuma consequência para os envolvidos. A lógica do governo federal de desmonte do serviço público não é a mesma de desmonte da corrupção no país. Diante de tanta intransigência do governo federal o caminho é a luta!

Viver bem para melhor servirConvidamos toda a comunidade acadêmica para defender a Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade e contra o desmonte da educação pública que ainda é a melhor do país. Para isso precisamos reivindicar 10% do PIB para a Educação Pública, já!. Para aumentar os investimentos, para pagar salários dignos aos servidores públicos em todos os campos, para que a formação do povo brasileiro seja ainda melhor do que aquela ofertada hoje.

Saiba mais sobre a campanha 10% do PIB para a educação pública, já! Leia o manifesto e assine o abaixo-assinado.

 

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em 28/10/2011 em Uncategorized

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: