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A greve é forte! A luta é agora!

02 jul

O cenário de profunda precarização e desvalorização da educação pública e do trabalho docente proporcionou a expansão de greve de maneira vigorosa. Hoje completamos 45 dias de uma greve que das IFE que alcança todos os setores da educação federal e que mobiliza professores, estudantes e técnico-administrativos de mais de 90% das universidades e institutos federais do país, evidenciando a gravidade da crise estrutural que atinge o sistema federal de ensino superir no Brasil.

São muitos os relatos de insuficiência de professores efetivos e de condições adequadas (laboratórios de pesquisa, salas de aula e estudo, bibliotecas amplas e acervos completos,  instalações, infra-estrutura). Soma-se a isso, a queda do financiamentos per capita na educação, a assistência estudantil limitada e os salários congelados e desvalorizados. Nossa luta é centrada na valorização da carreira docente e se pauta por reivindicações que atingem a todos, inclusive os aposentados.

Os professores da UNIFAP decidiram frear essa situação de degradação e desvalorização do trabalho docente. Essa luta se intensificou diariamente com o aumento da participação dos professores nas assembleias organizadas pelo SINDUFAP. foram vários atos no portão da universidade e muito debate, culminando com a instalação de greve (e do comando local de greve) em 17 de maio de 2012.

Em 05 de junho, realizou-se uma reunião extraordinária do CONSU, na qual se deliberou pela suspensão do calendário acadêmico, isto é, de toda e qualquer atividade acadêmica na UNIFAP. Em 19 de junho, uma assembleia geral ratificou a decisão do CONSU ao deliberar que o PARFOR e os demais cursos de graduação e de pós-graduação, são atividades de mesma importância na instituição e que não funcionariam. Na última semana, em 26/06 (terça-feira), a administração da UNIFAP alardeando diretrizes da CAPES e, desrespeitando decisão dos docentes e do CONSU, comunicou que o PARFOR aconteceria. Tal postura nega a autonomia da universidade e, ao mesmo tempo em que verga a UNIFAP frente a CAPES, expressa o vergalhão com que são tratados os professores da instituição. Atender aos interesses da CAPES/MEC neste momento é acatar a posição do governo federal que quer destruir nossa greve e não nos conceder qualquer reestruturação da carreira, aumento e condições de trabalho. Isso é inaceitável. Por isso, o SINDUFAP repudia a atitude da administração e saúda os bravos companheiros que se negam a ministrar disciplinas, na consciência de que agora é o momento da luta pela dignidade da condição do professor do magistério federal.

Nossa greve é forte e se torna mais forte a cada dia que passa. Quanto mais o governo se negar a atender nossos direitos, mais pressionaremos na defesa da universidade de qualidade.

COMANDO LOCAL DE GREVE – DOCENTES REUNIDOS NA ASSEMBLEIA GEAL DO DIA 29 DE JUNHO DE 2012.

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Publicado por em 02/07/2012 em Uncategorized

 

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