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Avaliação política do momento atual da greve dos docentes

20 ago

 

A greve da educação federal e do serviço público vem impondo desgastes políticos cada vez mais significativos ao governo. O governo inicia a semana com medidas repressivas, recua e termina a semana combinando endurecimento (judicialização, corte de ponto, reafirmação do fechamento das negociações com os docentes) com reuniões para apresentação de proposta e sinais de atendimento parcial de reivindicações de alguns segmentos do serviço público (setores da base da CONDSEF e técnicos-administrativos das IFE). As ofensivas do governo, no entanto, foram respondidas firmemente pelo movimento, com atos em Brasília e mobilizações nos estados, que mostraram que os servidores não estão dispostos a permitir que, mais uma vez, sejam postergadas as suas reivindicações.
Os recuos do governo representam parte da estratégia para desmobilizar os servidores públicos federais. O embate dos docentes é contra um governo que defende de forma intransigente o seu projeto de educação e de desestruturação de nossa carreira e que já tenta implementar o Reuni 2, certamente com a criação de mais unidades precarizadas e sem as mínimas condições de trabalho. O MEC, ao invés de dar respostas às demandas de nossa pauta relativas às condições de trabalho, criou por portaria uma comissão de acompanhamento da expansão, excluindo as entidades em luta, composta por representantes do governo, dos reitores e da UNE. Da mesma forma, a intransigência do governo, mais uma vez fica demonstrada na afirmação dos ministros Aluísio Mercadante e Miriam Belchior, em contato com o senador Eduardo Suplicy, em 14/08, sobre “não haver possibilidade de reabertura de negociação”.
Quando o movimento paredista ultrapassa três meses, por decisão da ampla maioria das AG realizadas (ver anexo I) a greve foi mantida e reafirma-se a pauta de reivindicações, intensificando atos pela reabertura das negociações com o governo, além da extensão da paralisação, atingindo progressivamente novas atividades das IFE. A categoria respondeu ao chamado do CNG/ANDES-SN com ações de rua e radicalidade, e com a indicação da elaboração de uma contraproposta para enfrentar o momento atual do conflito.

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Publicado por em 20/08/2012 em Uncategorized

 

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